domingo, 28 de outubro de 2012

Literatura

Para HPG

  O que eu eu escrevo, com certeza, não é literatura.
  Não sou contista, poetisa, muito menos escritora. Sei que não escrevo, mas gosto de me expressar.
  Posso não escrever, posso não fazer Arte.
 Mas a forma que encontrei para mostrar um pouquinho das pinceladas, melodias e nuances que se escondem dentro do meu mais íntimo pensamento, mais ínfimo sentimento, é colocá-los na forma de palavra, a música que sempre me desenha na mente, os borrões de tinta que soam nos meus olhos, que se escondem dentro da minha cabeça e dançam loucamente em um ritmo frenético, atormentando para sair...
  E por não encontrar outro meio para sair, saem em forma de palavras pinceladas, frases compostas, tessitura, às vezes disforme, às vezes não, por possuírem tanto som e tanta tinta, mas que por meio de palavras, acabam, serenamente, encontrando a sua forma.

Um comentário:

Marina disse...

Você expressou o mesmo que eu sinto! Ah, esses dias ouvi o absurdo de que só se poderia escrever sobre algum assunto sendo estudante, formalmente, dessa área, por exemplo, cinema, literatura. Eu discordo! Podemos ter um olhar apurado para a arte! Muitas vezes precisamos ter essa liberdade de criar e escrever sem ter uma espécie de permissão para isso. Continue, Nati! Livros e estudo são importantes, mas se não há sinceridade ao escrever, para que vale, não é mesmo? Prossiga com as suas palavras pinceladas (:

Estranha Perseguição

  "As palavras são mais perigosas do que aparentam".   Era o que estava escrito em um pedaço de papel, em tinta vermelha, parec...