domingo, 2 de setembro de 2012

Contos da carochinha by Sônia - Capítulo 1

  Oi, meu nome é Sônia. Você acha que esse é um modo um pouco estranho de começar um livro? Bem, eu também... Sabe? Eu não escrevo livros, eu escrevo, o que os outros chamam de crônica, mas na realidade eu não concordo com isso, o que eu faço e traduzir em palavras os meus pensamentos e sentimentos.
Mas todos os que lêem meus “textos” dizem que eu devia tentar escrever um livro, pois sou inteligente e tenho boas ideias (não sou eu que estou dizendo isso da minha pessoa, são as outras pessoas), e eu, como gosto de topar um bom desafio, decidi aceitar.
  Só que por enquanto, nenhuma ideia vem, então vou escrevendo essas baboseiras pra ver se a ideia vem.
Engraçado, eu escrevendo um livro, uma menininha de 17 anos, recém saída do colégio e se aventurando mundo afora, fora da proteção dos pais, colégio, amigos e de repente se vê na obrigação de se tornar adulta e tomar decisões... Acho que temos que tomar essa decisão muito cedo, e pelo meu ponto de vista um tanto precipitada, e se eu errar?! Difícil eu escolher coisas que eu nunca experimentei, e não podemos perder tempo experimentando, pois como dizem “tempo é dinheiro”. Nossa! Melhor eu parar por aqui, isso está parecendo mais um dia no “meu querido diário”, fala sério, né?
  Que coisa complicada de fazer, vou continuar escrevendo de mim. Bem estamos em janeiro, e mês que vem eu começo a fazer um cursinho, creio que vá ser muito produtivo pra mim, acho que posso mudar algumas concepções de vida e mundo. Isso deve estar se tornando chato, vamos à primeira tentativa...

Capítulo 1 (de que nome do livro? Eu ainda não sei... Vamos ver o que sai na história).
  Era uma vez (e por que tem que começar com “Era uma vez”? que coisa brega).
Sofia estava sentada na sua cama pensando. Olhando a chuva cair através da janela. (Só me falta dizer que estava chorando a chuva que caía no seu coração, ao ver a chuva e lembrar-se de seu amado. Bonito, muito poético por sinal, mas não faz meu tipo).

  - Que é isso Soninha? Ah, sua mãe me deixou subir.
  - Oi Bruna, tudo bem? Essa foi uma tentativa frustrada de começar um livro.
  - Que engraçado as considerações que você faz, devia lançar o livro assim.
  - Ta falando sério?! Eu quero escrever algo com mais substância...
  - Vai escrever um artigo químico então?
  - Ah Bruninha!!! Não enche!!!
  - Vamos sair?
  - Agora não, quero me concentrar, depois te ligo ok?
  - Se não tenho escolha! Mas eu acho que você não devia ficar trancafiada, viva a vida menina!!!
  -Amanhã, pode ser? Prometo que fico o dia inteiro com você... Podemos dar um passeio no clube!
  -Hum... Tá bom... Então, promessa é dívida hein?!
  -Claro, claro... Amanhã às 2 da tarde.
  -Fechou.
  E lá se vai Bruninha. Ah... Claro, apresentações... Bruna, 17 anos, minha melhor amiga, meio avoadinha, mas eu adoro essa garota... Se não fosse ela, acho que seria uma pessoa mais chata do que eu já sou... Minha mãe, Marlene, fala isso... Diz que eu pareço uma velha coroca, só porque eu me dou o trabalho de pensar, como a maioria das pessoas da minha idade não faz... Enfim...
  Não sei, tenho a tendência de levar tudo muito a sério...
  Acho que vou pra outra tentativa.

Capítulo 1 (De um outro livro que eu não sei qual é... Ainda!!!)
  Bem, esse livro não vai ser começado com “Era uma vez” (Gostei muito dessa observação), pois não se trata de faz de conta, se trata de realidade... Creio eu que para se escrever um livro não se precisa  de fantasia (não que não se possa usá-la), mas acho que hoje as pessoas precisam mais de realidade do que fantasia... Afinal, vivemos em um mundo um pouco fantasioso (muito, diga-se de passagem).
  Hoje em dia as pessoas não sentem mais de verdade... Sentir de verdade virou uma coisa que dá medo, ainda mais que estamos cheios de artifícios para se esconder. Internet é uma delas... Passamos tanto tempo atrás do computador que nos privamos do contato humano (essencial) e passamos a nos prender em um mundo de fantasias...  (Afinal, quem está escrevendo isso, uma pessoa de 17, ou uma pessoa de 40 anos?! Acho que estou velha mesmo!!! Preciso tomar providências com relação a isso!).

  Mas será que eu sou velha mesmo? Não, acho que não, afinal isso é apenas ter uma visão crítica das coisas... Acho que preciso me divertir mais... Bem, acho que é melhor dormir agora... Cara! É 1 hora da manhã, nem tinha percebido que tinha ficado tão tarde assim...

Um comentário:

Marina disse...

Gostei bastante, lembra a mistura de ficção e realidade em O Mundo de Sofia! Bem criativo!

Estranha Perseguição

  "As palavras são mais perigosas do que aparentam".   Era o que estava escrito em um pedaço de papel, em tinta vermelha, parec...