sexta-feira, 2 de março de 2012

O poema-pílula

Eu quero uma pílula para a minha enfermidade
Uma pílula para a minha vontade
Algo traga um pouco de sanidade
E a esse mundo insensível, sensibilidade

Algo que combata o velho, o retrógrado
Diagnóstico para os corações despedaçados
Tudo que já foi malogrado
E agora precisa ser restaurado

Pílulas da boa vontade
Pílulas de verdade
Pílulas que se faça vê
Pílulas que se faça viver

Que combata o frio, a pobreza e a fome
Mesmo que se for de espírito
Pílula que não se toca, não se toma, não se come
Mas revitaliza, dando forma ao que fora perdido na vida

Poema que dialoga com o poema "Uma pílula" de Marina Franconeti http://marinafranconeti.wordpress.com/2012/03/02/uma-pilula/#comment-392

Um comentário:

Marina disse...

Obrigada por postar o meu poema também, como uma referência! O seu ficou lindo, inspirador, com ótimas rimas, como sempre! No fim essa pílula é utópica. Se tivermos uma, será limitada, apenas para resolvermos nossos problemas. E ainda produzidas por conta própria!

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