terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O poema de Hugo Cabret

Olhar de cima de uma torre, não é  um simples olhar, pode ser mágica.
É olhar pelo número quatro de um relógio com mais quatro de outro,
Somando os dois, truque de mágica do baralho sai a carta número oito.

Peças, molas e engrenagens, coisas pra consertar
Estou falando de relógios? Sim, mas também do pensar
Porque existem várias coisas que podem quebrar

São relógios, relógios escritores, relógios desenhistas
Automato serve pra esconder a arte esquecida
E é através dele que aparece mais uma vida ressurgida

É um tio, uma sobrinha, um menino órfão
Uma aventura que não foi em vão
Em busca da vida como se ela própria fosse o pão

O antigo, o esquecido, o filme
A vida que foi e por não ser mais queria esquecer
O órfão a buscar e a faz remanescer

O pensamento fora consertado
A aventura, vivida
E o menino que tanto procurara, encontrou o sentido da vida!

Baseado no livro "A invenção de Hugo Cabret" de Brian Selznick

4 comentários:

Marina disse...

Perfeito, quase tive um ataque ao ler!!! Esse filme é maravilhoso, mudou a minha vida, com certeza!!! E o seu poema tem belas rimas, captou todo o sentido do enredo! Ótima sacada a do relógio! Parabéns!!

Piers disse...

Não só arrumar os relógios como acertar os ponteiros. O tempo nos consome ou nos dá prazer se soubermos aproveitá-lo devidamente. Todo dia é uma nova oportunidade de conhecermos alguém, de fazermos diferente. As horas podem ser as mesmas, mas cada momento único. É maravilhoso pensar que cronos nos tem como meros mortais seguindo cada qual o seu tempo. Ainda assim, o tempo que partilhamos pode ser eterno. Cada momento guardamos em nossa memória. Por mais que vejamos de um ângulo diferente, o que damos importância nos dá significado na vida. Tudo tende a ser belo se deixarmos o tempo de florir. Beijos do Thi.

Luiz disse...

Magia pura, assim como imagino que seja o livro e o filme... agora quero assistir!!!

jessica oliveira disse...

realmente muito bom. mais eu preciso de ajuda, preciso fazer um poema sobre o livro do hugo cabre para um trabalho da escola, intao, se alguem puder me ajudar...

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