quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O monólogo do palhaço

Senhoras e senhores
Moços e mocinhas
Eis que surge o palhaço
Esbanjando alegria


Tudo colorido
Bolas, balões e risos
E o rosto de arco-íris do palhaço
Escondendo um mundo impreciso


É o que ninguém vê
Aquilo que o palhaço não quer que se perceba
É que da chuva surge o arco-íris
Misturando o sim e o não de sua vida


O sim, é o que está a frente
E que todos na plateia o vê
Assim como a luz do sol
A lona vem nos intreter


O não é o que o palhaço esconde
Aquilo que a lona não revela
Esconde a chuva dos olhos do palhaço
E a vida deste, que pode não ser assim tão bela


Todos percebem o arco-íris
Pois do crivo da lona passara
Mas ninguém repara no palhaço
E sua vida de nuvens que sempre levara

É o amor não correspondido
Ou acontecimentos que não vivera
Decerto ninguém enxerga
A vida que queria ser escrita e não se escreva


Cai-se mais uma lágrima
Refraciona-se mais uma vez na lona
É a luz do sol que transforma
Torrentes de lágrimas em sorrisos a solta

2 comentários:

Anônimo disse...

Na lágrima, a luz do sol bate
Deixa todos Perplexados,
Refracionando em cores,
Não deixa ver que por trás hám uma lágrima

Não teve rima, mas "é isso aí" ahhaahahahah

Marina disse...

As rimas ficaram excelentes e a forma como você humaniza o palhaço,o detentor do sim e do não, o mistério do arco-íris por trás da chuva realmente fizeram um poema lindo!

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