domingo, 27 de junho de 2010

Distância

E hoje estava eu escutando
Umas vozes pueris, bem ao longe gritando
Por um instante paraceu vozes que antes
Que sempre escutava eu, na minha infância distante

Parecia as vozes dos meus vizinhos que não são mais meus vizinhos
Das brincadeiras que hoje deixou de ser brincadeiras
E o cachorro que sempre gritava junto
Fazendo um uníssono à nossa pu(e)reza

Ah! que estupendo quadro de beleza
Mesclando as brigas, brincas e singeleza
Daquela longínqua época que não tínhamos ciência
Da vida de verdade e suas destrezas

E de longe, dos meus 30, 40, 50 anos
Lembro daquele pequeno retrato
Que por muito na memória ficara guardado
Mas que não foi apagado com o passar dos anos

Ficara praticamente esquecido, muito muito distante
Esquecido, mas não apagado

Ai que saudade dos meus "pequenos" anos

2 comentários:

Anônimo disse...

impressionantemente deu certinho com o "texto" meu que ficara, há muito, gurdado UHSAUHSAUHAS

ow, Nat! eu gostei meeeeesmo! engraçado, falar da infância é tão divertoso xP

Marina disse...

Ficou lindo, Nati!! Achei que tem um que de Mario Quintana :p

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